
Uma ação em defesa da vida!
UEE-SP: História
Com o surgimento do primeiro curso superior em São Paulo, no ano de 1827, com a inauguração da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, iniciou-se a história do movimento estudantil universitário paulista.
No alvorecer do século XX, no dia 11 de agosto de 1903, foi fundado o primeiro Centro Acadêmico, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco - o CA XI de Agosto.
Conforme se intensificavam as lutas do Movimento Constitucionalista, a luta dos estudantes ia ganhando força Brasil afora. Com o surgimento de novos cursos universitários, aumentava o número de centros acadêmicos e a necessidade de articulação dessas organizações. Foi então que se fundou, no dia 11 de agosto de 1937, durante a realização do 1º Conselho Nacional de Estudantes, a UNE – União Nacional dos Estudantes, com a participação de delegações vindas de várias partes do Brasil.
A partir daí, o movimento estudantil começou sua estruturação, desenvolveu campanhas nacionais unificadas, conferindo mais força à luta dos estudantes brasileiros. A campanha “O Petróleo é Nosso!” marcou a história do Brasil e ganhou adeptos em vários setores sociais, culminando com a criação da Petrobras. Foi lançada em 1947, no Rio de Janeiro e em São Paulo pelos presidentes da UNE, Roberto Gusmão, e do CA XI de Agosto, Rogê Ferreira.
Dois anos depois, na efervescência da luta pelo petróleo e contra o nazismo, foi fundada, no dia 25 de janeiro de 1949, a União Estadual dos Estudantes de São Paulo, presidida por Rogê Ferreira.
Justificativa
O Trote Solidário promovido pela UEE-SP e pelas centenas de entidades estudantis espalhada pelo estado de São Paulo tem o objetivo de integrar os estudantes ingressantes nas universidades a cada semestre com a realidade acadêmica que irão vivenciar durante o período do curso.
Historicamente, os trotes universitários são um momento de integração e euforia. É comum percebermos que existem várias maneiras criativas inventadas pela juventude universitária de marcar esse novo momento para o estudante calouro.
Infelizmente, nas últimas décadas, relatos de recepções de calouros com violência, desrespeito à dignidade humana e humilhação se tornaram freqüentes. A UEE-SP, diante de sua concepção do papel que cumpre a universidade brasileira, por entender que o acesso à educação superior de qualidade ainda não é o ideal para um país e estado como os nossos, e, ainda mais, por ter vivenciado em sua história a transformação da consciência do estudante durante a vivência universitária em amadurecer sua concepção de sociedade e de seu papel protagonista na busca de mais direitos para a nação brasileira, apresenta aos universitários paulistas outra maneira de receber os calouros.
Diante de uma realidade em que cada dia mais os direitos da juventude são esquecidos, ser solidário não está fora da ordem do dia, principalmente para os estudantes. Despertar, já no início da vida universitária do estudante, sua consciência enquanto agente transformador da sociedade de maneira solidária também é o papel da UEE-SP.
Neste ano de 2010 que mal teve início, vimos acontecer tragédias naturais que mudaram radicalmente a vida de muitos cidadãos e cidadãs. Enchentes em várias cidades da grande São Paulo e do interior do estado devastaram famílias e destruíram vidas. Deslizamentos de terra, como o ocorrido em Angra dos Reis, também assolaram a vida de muitos brasileiros. Pensando nisso, a UEE-SP, aprovou, em sua reunião de diretoria executiva, realizada no último dia 14, que o tema do Trote Solidário deste ano seja o auxílio às vítimas das enchentes e deslizamentos do estado.
Objetivos:
• Arrecadar alimentos, roupas, materiais de higiene, materiais escolares e outros víveres para enviar às vítimas de enchentes e deslizamentos no estado com ações de coleta centradas nas grandes universidades de São Paulo, especialmente na Capital.
• Estabelecer integração entre os estudantes calouros e as entidades que os representam dentro da universidade (CAs, DAs ou DCE).
• Fortalecer a capacidade de interlocução das entidades estudantis e da UEE-SP com a comunidade acadêmica e com a sociedade paulista.
Metodologia
A UEE-SP, por meio dos seus diretores e juntamente com as entidades estudantis que representam os estudantes das universidades onde devemos atuar, apresentará o projeto às reitorias. Esta apresentação deverá abranger as especificidades da universidade, como por exemplo, onde será o principal ponto de arrecadação, levando em consideração o maior campus. Este planejamento estratégico deverá estar aberto a alterações, de acordo com cada realidade.
Depois de realizado o planejamento estratégico e reconhecidas as necessidades de cada universidade, os coordenadores do projeto na universidade deverão estabelecer um plano de ação e uma equipe de apoio. É de extrema importância conter, nesse plano de ação, a busca por parcerias locais que possam auxiliar no sucesso do projeto.
Durante esse período inicial, a UEE-SP e entidades deverão mapear quais serão as áreas do estado que receberão as doações, quais as principais necessidades das vítimas para que a arrecadação atinja seu objetivo.
Instalados os postos de arrecadação, a divulgação da campanha é de extrema importância. A UEE-SP se compromete, por meio da sua Diretoria de Comunicação a elaborar o material gráfico da campanha e entregá-lo às universidades participantes. No entanto, nada impede que os organizadores locais e as universidades elaborem materiais específicos de divulgação.
Os postos serão fechados no final de março, data a qual poderá ser utilizada para promover confraternizações com os calouros para simbolizar o sucesso do Trote Solidário.
Após o fechamento dos postos, as doações deverão ser encaminhadas à sede da UEE-SP na capital e grande São Paulo. As arrecadações no interior e litoral deverão ser centralizadas em um local de fácil acesso para, após reunidas, deverão ser encaminhadas às vítimas das enchentes e deslizamentos.
Período de realização:
De 02 de fevereiro a 02 de abril de 2010.
Locais:
Principais campi das universidades:
• Universidade de São Paulo - USP
• Universidade 9 de julho - UNI9
• Universidade Paulista - UNIP
• Faculdades Metropolitanas Unidas - FMU
• Universidade Bandeirante - UNIBAN
• Pontifícia Universidade Católica – PUC
Também deverá ser realizada em algumas universidades com maior expressão nas cidades do interior e litoral do estado.
Cronograma de ação:
Fevereiro:
1ª e 2ª Semanas (02 a 12): Explanação do projeto às reitorias e às entidades estudantis das universidades;
3ª Semana (15 a 19): Mapeamento das necessidades das vítimas e elaboração do plano de ação específico;
4ª Semana (22 a 26): Recebimento de material gráfico geral, instalação dos postos de coleta e busca de parcerias locais, caso haja necessidade.
Março/Abril:
1ª, 2ª e 3ª Semanas (01 a 19): Recolhimento das doações nos postos.
4ª. Semana (22 a 26): Encaminhamento das doações à sede da UEE-SP, no caso da grande São Paulo. No interior e litoral deve-se instaurar uma sede geral de recolhimento. Semana de confraternização.
5ª. Semana (29 a 02/04): Encaminhamento das doações às vítimas.
Apoio:
Por ser a UEE-SP uma entidade constituinte da rede do movimento estudantil paulista
e nacional, nossas entidades irmãs já nos apóiam, são elas: União Nacional dos Estudantes (UNE), União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG).
Realização e Organização:
UEE-SP – União Estadual dos Estudantes de São Paulo, com o auxílio de Centros Acadêmicos (CAs), Diretórios Acadêmicos (DAs) e Diretórios Centrais de Estudantes (DCEs) nas universidades que os possuírem.
Saudações Estudantis!
União Estadual dos Estudantes de São Paulo
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